quarta-feira, 6 de julho de 2011

Coagidas pelo medo.

Todos os dias nós vemos diariamente nos jornais, noticias ligadas as violências domésticas. Ontem, quando eu estava vendo televisão, me interessei pela matéria apresentada pelo programa “Profissão Repórter”, que por sinal, é um belíssimo programa de reportagem e sempre o acompanho. E, ontem, justamente estava abordando esse tema: Violência contra mulheres.
Mesmo depois de decretada a lei “Maria da Penha”, onde o agressor não paga mais por cestas básicas e não há fiança, fazendo com que fique preso pela agressão, ainda assim, vemos inúmeros casos de mulheres brasileiras com medo de seus agressores pelo o que podem fazer pela denúncia, em ficarem coagidas e não denunciá-los.  Fazendo assim, com que o medo, a insegurança, humilhação e a impunidade vencem diante desses casos.
Dados mostrados pelo programa apontam o Estado de Santa Catarina com que tem mais casos de violência contra mulher no Brasil. Cerca de 2000 mulheres registraram boletins de ocorrências contra seus agressores nas delegacias da mulher entre Janeiro e Março deste ano no Estado. Um número assustador, porém, mostra a realidade dos fatos que ocorrem no nosso País. Outro ponto mostrado pelo programa é o Estado de Espírito Santo que aparece com maior índice de mulheres assassinadas nos últimos dez anos por violência domesticas. Uma coisa tenebrosa, assustadora e de muita indignação. Como em pleno século vinte e um, pode haver, ainda, casos relatados como estes no nosso País?! Como?! Fiquemos sem respostas diante dessa pergunta.
Muitas dessas mulheres não seguem adiante no processo de denúncias de seus agressores, por diversos casos: Ás vezes por achar que aquilo poderá ser uma única vez, e ele nunca irá agredi-la mais; outra vez por ser dependente do marido e não ter sustentabilidade própria e ter filhos pequenos e medo de como os filhos poderá reagir; porém, podemos designar esses fatores com uma única palavra: Amor. Sim, muitas delas ainda, mesmo sendo espancadas, escorraçadas e humilhadas, amam seus agressores e não seguem adiante no processo. Infelizmente. Sem denúncia, não há crime. E sem crime, não há justiça. Com isso, muitas vezes, as delegacias das mulheres ficam de “mão atadas” diante de alguns casos.
O que devemos dizer para essas mulheres?! Coragem! Não tenham medo de denunciá-los. Mostre do que vocês são capazes. E claro, que a vida dessas mulheres marcadas por essa violência nunca mais são as mesmas, pois há marcas e cicatrizes. Porém, justiça pode ser feita e fazendo acabar de vez com esses tormentos. Apenas depende de vocês, mulheres agredidas e coagidas pelo medo. Denunciem.  E fica aqui o meu registro diante desse fato. E mais uma vez quero parabenizar a Rede Globo por produzir um programa jornalístico belíssimo que é o “ Profissão Repórter”.

A nossa eterna "Rainha dos Baixinhos"

           Quem nunca ouviu essa famosa frase nos anos 80 e 90: “Beijinho, beijinho, tchau. Tchau.” Ou até mesmo, não acordou com aquela expectativa em ver aquela loira descer de sua nave espacial. Sim, aquela que todas as manhãs animava e agitava o nosso dia. Melhor, qual foi à menina que nunca sonhou em ser a sua paquita?! Qual?! Todas sonhavam. Óbvio que estou falando de Xuxa Meneghel, mas precisamente, Maria da Graça Xuxa Meneghel, a nossa rainha dos baixinhos.
            Há precisamente exatos 25 anos, Xuxa, nos contagia com sua simplicidade, generosidade, amor, carinho... É difícil achar uma característica certa para decifrar essa pessoa. Todos nós, direta ou indiretamente, crescemos com essa loira.  Quem viveu aquela época sabe bem do que eu estou falando. Xuxa é um ícone, uma estrela que nunca irá se apagar. Pode passar anos e anos, e sempre estaremos lembrando-se dela.  Tanto que há duas décadas e meia ela não é esquecida.
            Xuxa marcou época e reformulou o programa infantil, que até então, naquela época era pouco explorado pela televisão. E, com ela fez crescer esse mercado e ser tornar um estrondoso sucesso! Fez moda, mexeu com o imaginário das crianças, ajudou à elas a “saber sonhar” e fez achar que somente aquele “mundinho” era somente para elas. Lá, poderiam fazer de tudo, pois, quem mandava era os baixinhos.
          Podem vir outros artistas, outras pessoas, mas, Xuxa é insubstituível. Igual a ela não surgirá jamais. Ela fez a sua história, ou melhor, até hoje faz! E prova disso são seus baixinhos, ou melhor, seus altinhos, que até hoje prestigiam e lembram-se dela em suas infâncias.  Uma coisa que Xuxa provou é que nunca deixemos de ser criança, pois, a criança está em cada um de nós, apenas deixando acesa a chama que possa fazer reacender a luz em cada um de nós....
Por isso, dizer o nosso “muito Obrigado” para ela é pouco, pela imensidão de amor que nós temos a ela. Parabéns, Xuxa! E lembre-se: “Quem é rei, nunca perde Sua Majestade.” E com você, não será diferente.