Todos os dias nós vemos diariamente nos jornais, noticias ligadas as violências domésticas. Ontem, quando eu estava vendo televisão, me interessei pela matéria apresentada pelo programa “Profissão Repórter”, que por sinal, é um belíssimo programa de reportagem e sempre o acompanho. E, ontem, justamente estava abordando esse tema: Violência contra mulheres.
Mesmo depois de decretada a lei “Maria da Penha”, onde o agressor não paga mais por cestas básicas e não há fiança, fazendo com que fique preso pela agressão, ainda assim, vemos inúmeros casos de mulheres brasileiras com medo de seus agressores pelo o que podem fazer pela denúncia, em ficarem coagidas e não denunciá-los. Fazendo assim, com que o medo, a insegurança, humilhação e a impunidade vencem diante desses casos.
Dados mostrados pelo programa apontam o Estado de Santa Catarina com que tem mais casos de violência contra mulher no Brasil. Cerca de 2000 mulheres registraram boletins de ocorrências contra seus agressores nas delegacias da mulher entre Janeiro e Março deste ano no Estado. Um número assustador, porém, mostra a realidade dos fatos que ocorrem no nosso País. Outro ponto mostrado pelo programa é o Estado de Espírito Santo que aparece com maior índice de mulheres assassinadas nos últimos dez anos por violência domesticas. Uma coisa tenebrosa, assustadora e de muita indignação. Como em pleno século vinte e um, pode haver, ainda, casos relatados como estes no nosso País?! Como?! Fiquemos sem respostas diante dessa pergunta.
Muitas dessas mulheres não seguem adiante no processo de denúncias de seus agressores, por diversos casos: Ás vezes por achar que aquilo poderá ser uma única vez, e ele nunca irá agredi-la mais; outra vez por ser dependente do marido e não ter sustentabilidade própria e ter filhos pequenos e medo de como os filhos poderá reagir; porém, podemos designar esses fatores com uma única palavra: Amor. Sim, muitas delas ainda, mesmo sendo espancadas, escorraçadas e humilhadas, amam seus agressores e não seguem adiante no processo. Infelizmente. Sem denúncia, não há crime. E sem crime, não há justiça. Com isso, muitas vezes, as delegacias das mulheres ficam de “mão atadas” diante de alguns casos.
O que devemos dizer para essas mulheres?! Coragem! Não tenham medo de denunciá-los. Mostre do que vocês são capazes. E claro, que a vida dessas mulheres marcadas por essa violência nunca mais são as mesmas, pois há marcas e cicatrizes. Porém, justiça pode ser feita e fazendo acabar de vez com esses tormentos. Apenas depende de vocês, mulheres agredidas e coagidas pelo medo. Denunciem. E fica aqui o meu registro diante desse fato. E mais uma vez quero parabenizar a Rede Globo por produzir um programa jornalístico belíssimo que é o “ Profissão Repórter”.
